domingo, 26 de fevereiro de 2012

Colégio Interno - 7



Saí do hospital sem que ninguém mais percebesse que eu estava fugindo. Chamei um taxi que passava na rua e dei graças a Deus de o bolso da minha calça estar com dinheiro. Cheguei no colégio e pedi para que a porteira não avisasse a ninguém que eu cheguei. E como nos dávamos bem, ela me ajudou.

Era muito cedo, deveriam ser seis da manhã, os corredores daquela escola ainda estavam vazios. Eu estava quase chegando ao meu quarto, mas senti uma pontada na minha cabeça, como se fosse explodir, então sentei no chão, encostando-me na parede, fui perdendo as forças e senti algo escorrendo no meu rosto, passei a mão e vi que estava cheia de sangue. Eu não sabia o que fazer, nem forças para gritar eu tinha. Minha vista foi escurecendo, mas vi um vulto vindo em minha direção.

-Meu Deus, vou chamar a diretora. - ouvi uma garota dizendo.
-Não, por favor, me ajuda a ir pro meu quarto. - foi a unica coisa que consegui dizer.
Então a garota me levantou e de algum jeito me levou para o quarto. Me colocou sentada na cama, e com a luz acesa eu pude ver que era a Camila.
-Como você ta? - perguntou preocupada.
-Tonta, acho que vou desmaiar - eu disse, enquanto ela segurava um pano na minha cabeça.
-Seus pontos estão sangrando muito. Você deveria voltar ao hospital.
-Não, eu só quero deitar um pouco, eu estou bem. - disse. Então ela me deitou na cama, e comçou a limpar meu rosto e onde haviam os pontos.
-Espera um segundo. - disse, saindo do quaro.

Um minuto depois ela voltou com uma caixinha na mão, abriu e tirou uma algumas coisas lá de dentro, eu não vi o que era. Ela passou um pouco de alcool para limpar meu machucado.

-Acho que isso vai doer um pouco, mas você não quer ir pro hospital... - disse enquanto enfiava a linha na agulha. Eu me espantei um pouco.
-Você não vai enfiar isso em mim! - falei, levantando-me e deitando novamente, minha cabeça voltou a doer e minha visão esureceu novamente.
-Ei, fica quietinha ai. Se você não deixar eu vou chamar a diretora. - falou, me ameaçando.
-Ta, mas anda logo então. - fiz cara de brava.

Ela começou a enfiar a agulha na minha cabeça, fechando os pontos. Até que não tava doendo muito. Eu estava deitada, olhando pra ela, e para os olhos dela. Nunca tinha reparado que ela tinha olhos verdes. E era lindos, realmente lindos. Brilhavam como eu nunca tinha visto outros olhos brilharem, e eles me deixavam tão calma. E ela ali cuidando de mim, me deu uma segurança que eu nunca havia sentido com alguém antes. Ela terminou de me 'costurar' e passou o alcool novamente, ardeu um pouco, mas não demonstrei. Ela estava sentada no chão, apoiada na cama e olhando para mim, e eu olhando para ela. Mas foi me batendo um cansaço, eu fechei os olhos um pouco e adormeci.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Colégio Interno - 6


Acordei no dia seguinte, com a claridade batendo no meu rosto. Passei horas alí entediada, sem nada para fazer. Olhei para os lados e vi que havia uma mochila numa cadeira. Tirei aqueles fios pendurados em mim e levantei, com um pouco de sacrificio. Meu corpo doía muito, mas mesmo assim continuei, peguei a mochila e vi que eram minhas roupas alí. Decidi então que não iria ficar naquele lugar. Vesti minhas roupas e saí, fingindo ser alguma visitante. E eu estava caminhando, quando esbarrei numa enfermeira, que por coincidencia era a mesma que tinha me examinado.

-O que você está fazendo aqui, mocinha? - perguntou me olhando dos pés a cabeça.
-Eu recebi auta. - menti.
-Hum, mesmo? - fingiu acreditar na minha mentira, e eu fiz que sim com a cabeça. - E como você está se sentindo?
-Muito bem. - assim que eu terminei de falar ela me pegou pela cintura e apertou, fazendo eu gemer de dor.
-Você não mente muito bem...
-Olha, eu odeio ficar presa num quarto, por favor, não diga nada a ninguém...
-Tudo bem, tudo bem. - falou ainda me segurando. - Não digo nada... se você vier comigo em um lugar. - falou maliciosa e sorriu.
-Ok. - falei mordendo os lábios

Ela me levou para uma sala um pouco escura, tinha vários caixas de papelão com o emblema do hospital, e pratileiras com remédios. Ela me puxou pra dentro daquela sala e me empurrou contra a parede, enquanto me beijava, como se eu fosse a ultima pessoa que ela iria beijar. Achei um pouco estranho, mas continuei. Ela acariciava e apertava meu corpo, mesmo sabendo que eu estava com dores, um braço e o tornozelo quebrados. Eu gemia de dor, e aquilo a excitava, e me excitava também. Tiramos a roupa uma da outra, então ela me colocou sentada em uma caixa e foi descendo com a boca, beijando meu pescoço, lambendo meu corpo até chegar nos meus seios. Lá ela parou um pouco, mordeu meus mamilos, lambeu, chupou, massageou com a mão e depois começou a descer novamente. Foi beijando e lambendo minha barriga, até chegar no meu sexo. Ela começou a lamber, devagar, passando somente a ponta da lingua e me deixando maluca, até que eu pedi pra ela colocar os dedos. Então ela começou a massagear e logo em seguida colocou um dedo, fazendo um movimento de vai-e-vem, e continuou me chupando. Depois colcou mais um dedo, doeu um pouco mas foi tão prazeroso, eu gemia, minha respiração estava acelerada,eu segurei-a pelo cabelo, puxando um pouco, então ela começou a me olhar lá de baixo, sem parar o que estava fazendo, e aquilo era bom demais. E quando eu estava prestes a gozar, ela parou e olhou para mim com uma cara sedutora.

-Hun, será que eu devo continuar? - perguntou, sarcástica, pra me provocar, ela sabia que eu ia gozar. Então continuou, passando os dedos no meu clitóris bem de leve, fazendo eu me contorcer. Ela queria que eu dissesse.
-Ah, vai logo, me chupa. - eu disse o que ela queria ouvir. Então ela voltou a me chupar e enfiar os dedos em mim. Até que eu gozei. E ela chupou tudo, depois veio fazendo um caminho com a língua pelo meu corpo até chegar em minha boca. Ficou me beijando por um tempo. Depois eu virei-a e coloquei na posição que eu estava, mas ela se desviou.
-Ué, aonde você vai? A gente não terminou ainda...- perguntei.
-Garota, eu sou ativa. - explicou.
-Ah, nem um pouquinho? - perguntei, fazendo beicinho.
-Quem sabe na proxima vez que você sofrer um acidente. - falou, rindo. - vista suas roupas e vá, antes que o doutor te veja. E toma, você precisa de muleta para andar, garota. - disse enquanto vestia o uniforme e entregando-me uma muleta.

Comecei a vestir minhas roupas, e depois nos despedimos. Eu sai primeiro, e ela ficoou na sala, para que ninguém percebesse que estávamos juntas lá.

Colégio Interno - 5


Acordei olhando para um teto branco, muito branco, até doeu minha vista. Olhei para os lados e percebi que estava num hospital. Eu não conseguia lembrar de muita coisa. Somente que eu estava no carro e acordei aqui. Tentei me levantar um pouco para ver como estava meu corpo, mas doeu muito, então desisti. Uma enfermeira entrou no quarto. Eu fiquei fitando-a, era bonita, morena, corpo bem definido e parecia nova, provavelmente estava fazendo  estagio. Ela tambem me olhava e sorria, enquanto arrumava algumas outras macas no quarto, até que veio até mim.

-Como está se sentindo? - perguntou, tentando esconder o sorriso.
-Com um pouco de dor, - falei, - na verdade, com muita dor.
-Onde é a dor? - perguntou deixando algumas coisas que carregava em cima de uma mesa.
-No corpo todo. - respondi
-Hum, - pensou - vou apertar um pouco, e você me diz se estiver doendo muito mesmo, ta? - eu fiz que sim com a cabeça.

Então ela foi apertando meu corpo, mas eu senti que ela não estava levando de um jeito proficional. Ela acariciava ao mesmo tempo em que me apertava, e me olhava sorrindo, de um jeito bem sexy, e confesso que fiquei um pouco excitada. Mas um médico entrou na sala, e acabou com minha alegria.

-Olha só quem resolveu acordar, como está se sentindo moça?
-Com dores no corpo, - repeti, olhando para a enfermeira enquanto ela piscava para mim e se retirava do quarto.
-Hum, dói muito ou pouco?
-Dá pra aguentar.
-Entendi, acho que poderemos dar auta para você mais cedo mocinha.

O médico me deu alguns medicamentos para a dor e fez alguns exames, para garantir se estava tudo bem. Logo depois eu adormeci.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Colégio Interno - 4



-Sra. Williams? - chamou a secretária enquanto a diretora passeava pelos corredores.
-Sim? - respondeu, mau humorada, como sempre.
-An, é... - exitou em falar - ligaram do hospital, e...
-Fale logo, caramba. - gritou, nervosa.
-É a Eduarda, ela está no hospital. - falou, com medo da reação enquanto várias alunas ouviam a conversa.
-O que? Como assim no hospital? - perguntou sem entender - ela não estava na escola?
-Não, ela saiu com o carro, e sofreu um acidente.
-Quem foi a irresponsável que autorizou a saída dela? - esbravejou.
-Não sei, Sra.
-Vamos, saia da minha frente. - gritou, pegando as chaves do carro e saindo desesperada pela escola.

Dirigiu apressada, mas ao passar pelo local do acidente viu que meu carro estava completamente destruido, e sentiu as lágrimas descendo pelo rosto, voltou a dirigir em direção ao hospital.

Chegando ao hospital, teve de esperar algumas horas na sala de espera, sem notícia alguma. Havia tomado vários copos de café, havia esbravejado com várias enfermeiras até que um médico apareceu.

-Sra. Williams? - chamou o médico.
-Eu - levantou-se para ouvir o que o médico tinha a dizer.
-Me desculpe, mas a Sra. não parece ser mãe da senhorita Williams.
-E não sou. - disse. Sou a irmã mais velha, nossos pais estão viajando.
-Hum, entendo. Bom, sua irmã sofreu um acidente muito grave, houve traumatismo craniano, quebrou o braço, o tornozelo e houve algumas perfurações no corpo. Porém nada tão grave quanto parece. No momento ela está descansando, terá que ficar aqui no hospital por alguns dias, para fazermos mais exames e garantir que não haverão sequelas. - fez uma pausa, e sorriu - É uma moça bem forte, logo ela estará melhor. Ela não acordará tão cedo por causa dos sedativos, eu te aconselharia a ir pra casa e descansar, amanhã ela poderá receber visitas.
-Obrigada, Doutor. - agradeceu e logo foi embora, sem reação.

Chegando na escola, passou pelas alunas como se nada tivesse acontecido. Todas a olhavam, mas ninguém tinha coragem de perguntar.

-Diretora Williams? - chamou a supervisora.
-Sim? - se virou para falar com a supervisora.
-Como ela está? - perguntou curiosa.
-Bem. - se virou e foi embora.

Colégio Interno - 3



Peguei novamente meu maço de cigarros, meu fone de ouvido e comecei a caminhar pela escola. Algumas garotas me olhavam e eu sentia que havia um certo desejo nesses olhares. Eu estava entediada, não havia nada para fazer ali, até que vi uma garota, uma nerd qualquer, daquelas que não fazem parte do grupo de garotas ricas, metidas e tal. Ela é meio que um passatempo para mim. Eu adoro irrita-la.

-Hey, nerd. - chamei, aproximando-me dela.
-Ah não, droga. Por que você não procura outra garota pra encher o saco? - reclamou
-Porque não tem garota mais esquisita que você aqui. - falei, enquanto ela tentava me ignorar. - o que tem nesse caderno, hein? - peguei o caderno que estava em seu colo.
-Me devolve Eduarda, para. Que saco. - gritava enquanto tentava pegar o caderno de mim.
-Hum, "...e um dia encontrarei meu amor" que lindo. - falei rindo - ta esperando pelo louco que vai se apaixonar por você ? Que bobinha.
-Vai para a put... - ela mesma se interrompeu.
-Oh, ela não consegue nem falar um palavrão. - ironizei - Cresce garota, aprende a ser gente, porque desse jeito, nem um cachorro abandonado ia querer que você fosse a dona dele. - falei, e ela pegou o caderno de volta e saiu, enquanto eu ria.

O nome dela é Camila, deve ter uns 16 anos, e como já disse, é uma nerdizinha qualquer, ganhou uma bolsa de estudo aqui, e só por isso não faz parte do grupo de garotas que eu odeio. Ela não tem amigas que eu saiba, é excluida, tem um jeitinho emo, é tão doce que até enjoa. Talvez ela seja legal, conhecendo-a melhor, mas não preciso de amigos, os que eu já tive, me decepcionaram muito. Não quero passar por isso novamente.

"Droga, nada para fazer de novo, vou é sair desse lugar. É o melhor que faço." - Fui atrás da chave do meu carro e sai, escondido.

Liguei o som no meu rock e aumentei o volume. Meu carro não é nada discreto, um Camaro SS vermelho com faixas pretas. É um esportivo, então resolvi aumentar a velocidade também. A escola é bem distance da cidade, então não me preocupei com velocidade. Havia uma boa estrada para correr ali. Então me deu uma vontade de fumar, me abaixei pra procurar meu maço de cigarros e ouvi algumas buzinas, ao me levantar vi o farol praticamente em cima de mim, o carro bateu e...

Colégio Interno - 2


-Onde está a Eduarda, não estou vendo-a. Eu disse que queria todas as alunas aqui. - bravejou a nova diretora.
-Não sei Sra. Williams. - disse a supervisora.
-Como não sabe? Estou vendo que essa escola precisará de boas mudanças aqui.
-Sra. Williams, tudo pronto para sua palestra. - interrompeu a secretaria.
-Tudo bem, avise que vou entrar.
-Sim senhora.
-E você, vá procurar a Eduarda! Traga-a para a palestra, e quero que ela se sente na frente - ordenou a diretora, apontando para a supervisora. E foi dar sua palestra.

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-Nossa, você é adotada? Como sua irmã é chata! - disse a supervisora, sentando-se ao meu lado.
-É, bem que eu queria ser adotada. - disse sem direcionar meu olhar a ela.
-Ela ficou muito brava por você não estar lá. Mandou eu te procurar e levá-la. - explicou.
-Ta, - suspirei - só porque você é legal, eu vou. - disse, enquanto ela abria um sorriso.

Então fomos juntas até o auditório, conversando sobre minha irmã. A supervisora chama-se Amanda, 23 anos, uma mulher muito bonita e simpática. Ela é a pessoa que chega mais perto de ser minha amiga nesse lugar. Eu não gosto dessas garotas que estudam aqui. São todas insuportáveis, que se gabam por ser de uma família rica, são frescas, patricinhas, metidas e hipócritas. São poucas as garotas dalí que não são como descrevi, conta-se nos dedos de apenas uma mão.

Chegando ao auditório, Amanda pediu que eu me sentasse na frente, e, de muita má vontade, fui. Senti todas as garotas me encarando, mas algo que já era normal pra mim. Ouvi boatos sobre mim mesma de que eu sou lésbica, e que várias garotas querem ficar comigo. Realmente, eu gosto de garotas, mas não faço ideia de como descobriram. E muito menos sei o porquê elas querem ficar comigo. Outra pessoa que me encarava era minha irmã, e eu odeio quando ela faz isso. Eu mesmo olhando para outros lugares, sabia que ela me olhava, e isso é como se ela esfregasse na minha cara todo o sucesso, toda as conquistas dela. E isso doía em mim.

Depois de um tempo acabou a reunião, e quando eu achava que finalmente estaria livre de toda a chatisse, a "nova diretora" me chamou, e fez questão de que todos entendessem que ela iria me dar uma bronca.

-Senhorita Williams, como você não estava presente no inicio da palestra, gostaria de repetir o que eu disse a todas essas alunas: Não será permitido atrasos nessa escola, PRINCIPALMENTE você, não pense que darei vantagens à você só porque é da família. - disse séria.
-Bom, diretora Williams - falei num tom de ironização - saiba que não espero nenhum tratamento especial vindo da senhora, e saiba que ,muito menos, gostaria de participar dessa "família". - disse, e me retirei.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Colégio Interno - 1



"Digamos que eu sou a "filha revoltada" ou "rebelde", mas tudo tem seus motivos. Os meus se resumem a minha irmã. É, sempre ela, o centro das atenções, e não, ela não é mais nova, e sim a mais velha. A queridinha, certinha, nerd, que fez faculdade e se formou, e por merecimento, agora é diretora da escola onde estudo. Ela sempre roubou tudo de mim, a atenção dos meus pais, dos meus amigos, e até mesmo namorados. Agora quer tomar conta da minha vida. E eu achando que poderia ser mais livre num colégio interno do que em casa.


Mas ainda não me apresentei bem. Me chamo Eduarda Williams, tenho 17 anos, brasileira, mas filha de pais Ingleses. Estudo no colégio interno para garotas, onde minha mãe é a dona, mas não se envolve muito. A pouco tempo atras tinhamos uma diretora, que eu, particulamente, gostava muito, ela era como uma mãe para mim. Porém falesceu em um acidente de avião. Sendo assim, minha doce e querida irmã assumiu seu lugar, tornando minha vida um inferno, novamente."




"Segunda-feira, 22 de dezembro de 2011, dia em que começa meu inferno particular, minha irmã se mudará para o colégio e assumirá oficialmente a diretoria numa reunião em poucos minutos. E eu? Óbvio que não estarei lá." - peguei meu skate, um maço de cigarro, meu celular e sai pelos corredores vazios da escola. Todos estavam no auditório, aguardando a palestra sobre novas regras e assuntos que não me interessavam nem um pouco. Fiquei rodiando, pela escola, então decidi ir até o campo de vôlei e sentei na arquibancada, botei os fones de ouvido e comecei a ouvir meu velho e bom rock, fumando um cigarro."

Colégio Interno



"Todos acham que eu desperdiço a vida que toda garota quer ter, mas não é bem assim. É, eu sou rica, filha de pais bilhionarios, minha casa é praticamente uma mansão. Tenho um carro que poucos podem ter e gasto dinheiro atoa. Mas do que adianta tudo isso se eu não sou feliz?"